Lembro de uma colega de escola que certo dia me pediu para escrever uma lista das coisas que mais me desagradavam; ocupei muito tempo do recreio cuidando da incumbência, até ser obrigada a dizer que provavelmente a lista jamais teria fim – e que, se tivesse, eu então começaria a inventar coisas para poder continuar.
Minha colega nunca deixou de me ver como uma garota excêntrica (ela já achava estranho eu ser a única menina da turma a usar os cabelos até a cintura).